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A posse responsável dos animais é um compromisso
com a vida.
Ter um animal de estimação é uma responsabilidade que pode durar
anos. Antes de receber um cão ou gato em sua casa, reflita sobre
os deveres de um dono responsável.

Os Dez Mandamentos da Posse Responsável de Cães e
Gatos
1.
Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de
vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo,
se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem
cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.
2.
Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e
castrados), em vez de comprar por impulso.
3.
Informe-se sobre as características e necessidades da espécie
escolhida: tamanho, peculiaridades, espaço físico.
4.
Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na
rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com
coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.
5.
Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento,
vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove-o
e exercite-o regularmente.
6.
Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e
ambiente adequado a ele.
7.
Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas
respeite suas características.
8.
Recolha e jogue os dejetos (fezes) em local apropriado.
9.
Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de
Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a
legislação do local. Também é recomendável uma identificação
permanente (microchip ou tatuagem).
10.
Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e
fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da
procriação e não tem contra-indicações.
Fonte:
Arca Brasil

Importante:
Para gatos que vivem em apartamentos, é necessário colocar telas
de proteção nas janelas, para evitar quedas. Ao contrário do que
se acredita, gatos escorregam, caem e até podem morrer caindo de
janelas e telhados.
NUNCA bata no animal. Se ele fez algo que não devia, reprima-o
de outro jeito.
EDUQUE as crianças para respeitar o animal, sem bater, chutar,
torcer, jogar ou fazer alguma brincadeira que possa feri-lo.
Lembre-se que os animais só costumam agredir se forem agredidos
primeiro.
NUNCA deixe seu animal preso à correntes, ou em canis apertados.
Animais devem ter liberdade e espaço para andar para cá e para
lá. Se você precisar prendê-lo, que seja por pouco tempo.
NUNCA use o animal para fins lucrativos, procriação e/ou como
cão de guarda, e nunca o passe adiante. Ele não é um objeto, é
seu companheiro.
NUNCA ABANDONE seu animal. Ele sofrerá todos os tipos de maus
tratos na rua, sentirá frio, fome, sede e tristeza, poderá ser
atropelado e morrer. Se você tem ou quer ter um animal como
companheiro, lembre-se de que tem que ser pra vida toda!
Fonte:
União Libertária Animal

A posse responsável dos animais é um compromisso com a
vida.
A irresponsabilidade na posse dos animais não é privilégio das
classes menos favorecidas. Alguns moradores da favela, até
procuram amenizar o problema dos animais abandonados, os
adotando e levando para a comunidade.
A aplicação de uma política nacional que vise controlar a
superpopulação, implantando leis que especifiquem as
responsabilidades do dono, somada a um eficiente trabalho
desenvolvido pela vigilância epidemiológica, garantiria uma
qualidade de vida a todos.
A falta de união entre as associações protetoras, clínicas
veterinárias e órgãos públicos permitiu que a população canina
brasileira ultrapassasse os 5 milhões de animais, limite
recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
Para controlar o risco de doenças e ataques, o correto é a
presença de um cão para cada dez habitantes.
Na cidade de São Paulo, existe 1,3 milhão de cães, o equivalente
a um por oito habitantes. Os Estados do centro-oeste tem a média
de dois cães para cada dez pessoas. Os Estados do Sul são os
únicos adequados a recomendação da OMS.
Existe um mito que todos os cães devem procriar pelo menos uma
vez para que eles permaneçam sempre saudáveis. Na realidade, a
fêmea esterilizada reduz a chance de desenvolver câncer de mamas
e infecções no útero e os machos de se envolverem em acidentes
de trânsito, brigas e mordeduras.
O macho não castrado torna-se mais violento e propenso ao ataque
e a transmissão de doenças contagiosas.
A cada criança que nasce, nascem 15 cães e 45 gatos. Numa
estimativa aproximada, a cadela no prazo de 6 anos gera
indiretamente 64 mil filhotes e a gata, em 7 anos gera 420 mil
novos seres. O número de animais abandonados, não é maior porque
muitos morrem precocemente.
Os abrigos não representam a melhor opção e, sim uma forma de
armazenar o problema, sem poder nem a curto ou longo prazo
encontrar uma solução.
Adotar um animal exige responsabilidade do dono e um compromisso
com a vida deste ser indefeso. O abandono precisa ser encarado
como um ato desprezível. O trato dispensado ao animal deveria
caracterizar o perfil do caráter da pessoa.Quem o maltratasse
deveria ser marginalizado pela sociedade.
Somente o idealismo não é suficiente para encontrarmos o melhor
caminho. Precisamos agir e cobrar um programa humanitário nas
escolas, uma campanha de conscientização para que a população
saiba como evitar a procriação e a comercialização
indiscriminada de filhotes.
Os animais não podem pagar com a vida o preço da incoerência
humana. No passado, os trouxeram para nossa sociedade e hoje não
querem assumir a conseqüência deste ato. Toda posse deve ser
responsável. Não ignore teu amigo!
Fonte:
WebArtigos.com
Autor:
Vininha F. Carvalho
Data Pubicação:17/10/2006 |